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terça-feira, 10 de julho de 2012

O Melhor Despertar Que Se Pode Desejar...


Acordei de madrugada da melhor maneira que se pode imaginar… A tua boca beijava o meu pescoço e a tua mão massajava os meus seios suavemente. A tua mão macia, sabia bem o que fazer e deixava-me louca de prazer. Geralmente, era eu que tomava a iniciativa e que te procurava. Gostava de te possuir e tu adoravas o meu jeito dominador, permitindo sempre que assumisse o comando. Dizias que nunca tinhas tido uma mulher como eu, que nunca conheceras tanta criatividade e energia juntas numa só pessoa, nem que nunca tinhas tido um prazer tão intenso como era comigo e que perto de mim, todos os teus outros relacionamentos amorosos e experiências sexuais não passaram de meras experiências que se tornaram insípidas desde que me conheceras. Sentias-te como uma virgem sempre que fazíamos amor. “— Com você, é sempre a primeira vez meu amor…” — dizias-me tu com o teu sotaque brasileiro com pronúncia mineira, muito sedutora e doce que me encantava.

No entanto, depois da tua cena de ciúmes injustificada desta noite, deitaste-te zangada comigo e foste para o sofá da sala batendo com a porta. Tentei conversar contigo e mostrar-te que aquela pessoa era apenas alguém que precisava de orientação psicológica. Contudo, essa mulher havia sido minha namorada e tu fazias vista grossa a amizades vindas de amores, ou paixões antigas. Os teus ciúmes não eram difíceis de suportar, pois tu ficavas apenas amuada e em silêncio durante algumas horas desde que não se tratasse de ex-namoros e este não era um caso destes… Assim, acabei por adormecer sozinha sem ti.

Vieste para o nosso ninho de amor de madrugada, senti-te deitar mas deixei-me ficar no meu canto. Tinha sido a nossa primeira briga em 7 meses de namoro e nem tu, nem eu sabíamos como resolver a situação. O diálogo era a melhor solução, mas quando estavas enciumada não dava para conversarmos. Assim fiquei quieta, embora estivesse louca para fazer amor contigo.

“O melhor mesmo é resolver isto amanhã…”, — pensei e voltei a adormecer, mas não foi por muito tempo… Aproximaste-te devagar, procurando meu corpo quente que clamava pelo teu. As tuas mãos percorreram meu corpo suavemente principiando pelos meus seios, que receberam a maravilhosa sensação do toque dos teus dedos que descreviam círculos nos meus mamilos que imediatamente se tornaram rijos despertando-me de um sono quase profundo. A tua boca e língua, beijavam o meu pescoço e o ombro, ao mesmo tempo que a tua mão ousada se precipitava para dentro dos meus boxers. Acariciaste o meu clítoris com os dedos muito delicadamente e, ao teu toque soltei um gemido sem conseguir continuar a dormir.

— Desculpa meu ciúme, amor. Faz amor comigo, estou sedenta de você… — sussurraste ao meu ouvindo lambendo-o e esfregando o meu clítoris agora mais intensamente.

Sem qualquer palavra, voltei-me para ti e olhei-te nos olhos com intensidade beijando os teus lábios. O nosso beijo tornou-se mais ardente, ao contornar os teus lábios com a minha língua, mordi-o de seguida. O teu corpo arquejava debaixo do meu, quando enroscámos as nossas línguas. Sentia-te quente e húmida, estavas prestes a ter um orgasmo.

— Possui-me amor, não aguento mais… — pediste cheia de desejo.

— É cedo, quero presentear-te com um duplo. — Respondi rouca com um imenso desejo.

Desci com a minha boca por todo o teu corpo, alternando entre beijos, lambidas, mordidas e chupadelas na tua pele. Comecei pelos teus seios beijando-os, lambendo em círculos e mordiscando os teus mamilos empinadinhos de tanto prazer. A seguir soprei levemente nos teus seios molhados da minha língua, a tua pele arrepiou-se e tu soltaste um novo gemido. Repeti o processo novamente e de seguida, fui descendo pelo teu corpo com a língua até aos teus pés. Detive-me no teu ventre lambendo o teu umbigo por alguns momentos. Tu continuavas gemendo cada vez mais alto, pedindo que te tomasse, mas eu estava determinada em levar-te à loucura com tanto prazer e isso acabou por acontecer quando subi pela tua perna com a língua, beijando, mordendo seguindo pela estrada que me encaminhava para o meu lar: as tuas coxas.

— Me faz sua, Amor… Não estou conseguindo aguentar mais… Vem me possuir… — Imploravas gemendo.

Por fim, cheguei às tuas coxas. Comecei por passar a língua pelas tuas virilhas, mas só com a ponta alternando com pequenas mordidas. De seguida, passei com a língua pelos teus pequenos lábios, depois pelos grandes lábios e tu abriste-te como uma flor para mim. Contornei o teu clítoris com a ponta da minha língua, como se o estivesse a desenhar com um pincel numa tela de pintura a óleo. Dei-te uma lambida, seguida de uma chupadela profunda, beijei e mordisquei ternamente, voltei a lamber várias vezes debaixo acima, uma e outra vez aumentando o ritmo sempre que o fazia. Arrepiavas-te, gemias e contorcias-te, após ter inserido a minha hábil língua fazendo vai e vem dentro de ti, soltaste um enorme grito enlouquecida contorcendo o teu corpo todo. Estavas a ter um orgasmo múltiplo e eu continuava a saborear-te tranquilamente, bebendo do teu vinho quente que vertias na minha boca embriagando-me e matando a minha sede.

— Te amo tanto, Amor…

— …Muito, muito, muito — disse eu, completando a tua frase beijando-te apaixonadamente na boca.

Não saciada ainda, encaixei-me nas tuas coxas e rocei o meu clítoris no teu apoiando as tuas pernas nos meus ombros para alcançarmos o tão desejado clímax juntas, que não tardou a ser atingido. Prolongando o nosso beijo ardente, roçámos em conjunto intensamente até nos tornarmos num só ser, entre gemidos e gritinhos abafados. As tuas mãos arranharam as minhas costas, mordi o teu pescoço e estremeceste debaixo de mim. Tivemos um maravilhoso orgasmo fundido as nossas almas uma na outra.

Adormecemos agora saciadas, abraçadas, trocando beijos doces e muitos “cafunés”, como tu dizias com o teu sotaque de Minas Gerais. Lá fora já clareava e a lua em quarto minguante, no seu último dia, despediu-se do sol com um beijo e um sorriso com a promessa de uma noite de amor. Amanhecia e o céu estava com lindos tons rosa, laranjas e azuis prometendo um quente dia de Verão. Quente como o nosso amor e fogoso como a nossa paixão.


Cris Henriques

sábado, 21 de janeiro de 2012

A Surpresa


Era a noite mais quente do ano. Na cama deitado, nu, ali estava eu morrendo de calor e de saudades daquela que me havia deixado e partira para Paris, a fim de aceitar uma irresistível proposta de trabalho. “‑ É apenas por seis meses”, dissera ela. Mas os seis meses haviam-se prolongado por um ano. Desde que eu voltei de Londres, em que fui a trabalho, que não tenho notícias dela. Durante uma semana inteira não parei de lhe telefonar e de lhe enviar mensagens para o telemóvel, mas como ela não me atendeu, não me devolveu as chamadas e nem respondeu às minhas mensagens, resolvi escrever-lhe um e-mail, e já lá vão três semanas sem qualquer resposta…

A certa altura tocaram à campainha. Levanto-me vestindo o roupão de seda azul-escuro, que ela me oferecera como presente no nosso primeiro fim-de-semana prolongado juntos e sem ninguém para atrapalhar. Tudo me lembrava de ti e tu, nem um sinal me dás… Dirigi-me à porta:

‑ Quem é? – Pergunto pelo intercomunicador. Ninguém respondeu. Rapidamente, espreito pelo olho de vidro e, para minha grande surpresa, vejo um enorme ramo de rosas vermelhas! – Deve ser engano! – Penso eu em voz alta abrindo a porta.

‑ Será que me perdoas? – Perguntou-me uma mulher irresistivelmente bela, que imediatamente me beijou com ardor, deixando-me sem palavras! Era ela, a mulher que eu tanto amava.

‑ Quando foi que voltaste? – Perguntei por entre os beijos.

‑ Hoje, desculpa não ter respondido aos telefonemas, nem ter atendido e de não ter respondido às tuas mensagens e ao teu e-mail, mas é que eu queria fazer-te uma surpresa e deixar-te louco de saudades. – Justificou-se, retomando a sessão de beijos cada vez mais intensos.

‑ E foi isso mesmo que conseguiste!

Mal entrámos no apartamento fechámos a porta e começámos a fazer amor desenfreadamente, ali mesmo, encostados à porta da rua. Foi ela que tomou a iniciativa abrindo-me o roupão e percorreu todo o meu corpo com beijos. A dada altura, deteve-se entre as minhas coxas e acariciou-me o pénis erecto com as mãos e depois chupou-o intensamente, proporcionando-me uma maravilhosa sensação de prazer, que me obrigou a fechar os olhos, temporariamente, para poder apreciar melhor o momento. Percebendo que eu estava prestes a atingir o clímax, depois de eu ter estremecido, ela parou erguendo-se de seguida e eu compreendi que era a minha vez de lhe retribuir todo o prazer que tinha recebido.

Despi-lhe a gabardina de cabedal negro e, fiquei bastante surpreendido ao deparar-me com o facto dela trazer vestido apenas uma lingerie com um cinto de ligas vermelho! De seguida, retirei o sutiã para lhe libertar os seios aprisionados e acariciei-os, beijando-a até os mamilos ficarem rosados e duros. Depois de lhe beijar a barriga, tirei-lhe as cuecas e prontamente, saboreei o seu clítoris e vagina ardentes, que ainda mal lhes tocara, já esta se tinha aberto para mim, tal como uma flor se abre ao ser tocada pelos primeiros raios de sol, ao mesmo tempo que, com uma mão, lhe acariciava as pernas levando-a ao rubro do prazer.

‑ Vem amor, já não aguento mais. Quero sentir-te dentro de mim… ‑ pediu ela, ofegante.

Obediente levantei-me e erguendo-lhe uma das pernas, penetrei-a com toda a minha virilidade. Os nossos corpos moviam-se com movimentos ascendentes e descendentes, freneticamente; até que por fim atingimos o orgasmo, sendo ela a primeira, mordendo-me o ombro e gritando de prazer. Instantes depois, foi a minha vez de alcançar o clímax, e soltando um profundo gemido de prazer, expeli o meu esperma quente dentro dela.

Deixámo-nos ficar quietos por alguns minutos, recuperando as forças e celebrámos o nosso amor com um beijo cheio de ternura. Onde minutos antes havia bebido dos seus seios, matando assim a minha sede, brotavam agora, pequenas gotas de suor.

‑ Quanto tempo ficas? – Perguntei depois de a ter deitado na cama, deitando-me ao seu lado.

‑ Que tal para sempre? – Perguntou-me ela, enquanto brincava com o pequeno tufo de pêlos do meu peito.

‑ Amo-te, querida – e ao dizer isto, ela beijou-me o peito e aninhando-se de encontro a mim, disse:

‑ Eu também, amor. Tive tantas saudades tuas.

‑ E eu tuas. – E beijamo-nos novamente.

Ainda voltámos a fazer amor naquela noite, mas já sem pressas, pois tínhamos todo o tempo do mundo. Quando o sol despontava no horizonte, atingimos o clímax total em perfeita sintonia. Foi um dos momentos mais lindos das nossas vidas. Instantes depois, já o dia tinha nascido. Adormecemos nos braços um do outro, exaustos daquela noite de amor.


Fim


Autora:
Cris Henriques


Nota: A fotografia destina-se a ilustrar o conto e como não pretendo violar direitos de autor, deixo aqui o link onde a encontrei: http://newserrado.com/wp-content/uploads/2011/10/Fazendo-amor.jpg. Obrigada.
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